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26 de outubro de 2012
Múltiplo Leminski
Exposição Múltiplo Leminski no MON - Curitiba
Reportagem sobre a exposição do jornal Gazeta do Povo
Vamos?
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23 de outubro de 2012
Facetas de Leminski
lembrem de mim
como de um
que ouvia a chuva
como quem assiste missa
como quem hesita, mestiça,
entre a pressa e a preguiça






como de um
que ouvia a chuva
como quem assiste missa
como quem hesita, mestiça,
entre a pressa e a preguiça






Imagens: 1 - Jornal Cândido; 2 - Seto; 3 - Marcos Guilherme; 4 - Osvalter; 5 - Paixão; 6 - César; 7 - Farol Multimídia; 8 - Amorim; 9 - Fraga; 10 - Zel Humor; 11 - Leminski
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25 de agosto de 2012
"Queria não morrer de todo. Não o meu melhor. Que o melhor de mim
ficasse, já que sobre o além sou todo dúvidas. Queria deixar aqui neste
planeta não apenas um testemunho de minha passagem (...). Queria deixar
meu processo de pensamento, minha máquina
de pensar, a máquina que processa meu pensamento, meu pensar
transformado em máquinas objetivas, fora de mim, sobrevivendo a mim."
Feliz Aniversário (atrasado) ao meu poeta, Paulo Leminski.
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16 de abril de 2012
E tudo vira poesia
E Curitiba, mais uma vez, me surpreende.
Ô terrinha fértil, heim?
Ontem, em mais um passeio pela Feira do Largo da Ordem, encontrei uma figura daquelas que parecem saídas de filmes de sessão da tarde sobre cientistas malucos e geniais: Hélio Leites.
Passei despercebida pela sua barraca, mas me chamou a atenção um "cartaz" bordado, cheio de botões e coisinhas mínimas, dizendo: "Contador de Histórias". Como adoro uma boa história, e a pessoa que se apresentava na barraca era, no mínimo, muito interessante, parei.
Seu nome é Hélio Leites. Não sei sua idade, sua naturalidade e nem nada. Só sei que ele é demais.
Hélio é um artista completo. Com ninharias, coisas mínimas, lixos, ele produz artigos únicos, recheados de histórias. Cada peça é uma poesia. Uma poesia que o artista não exita em declamar e explicar. Dotado de uma inteligência filosófica, poética e sagaz, Hélio materializa os ditos populares, as anedotas, os jargões, a poesia popular, o cordel. Materializa sentimentos, emoções e ações humanas.
Sua arte é a do encontro. Laços, união, pontes entre as pessoas.
Em conversa, Hélio falou sobre uma das suas obras, feita com palito de picolé. Segundo ele, muita gente pisa num palito de picolé. Ele, porém, transforma um palito em arte e vende por R$ 6,00. Com esses R$ 6,00, compra pão, enquanto alguém está pisando no alimento, sem perceber.
Hélio transforma coisas inúteis em algo mais inútil ainda: arte! Porque (e sempre caímos em Leminski) a arte, assim como a poesia, é um inutensílio.
E - acredite se quiser - conheceu Leminski. O poeta escreveu o texto "O significador de insignificâncias" dedicado ao Hélio. E, nessa altura da conversa, tive vontade de passar o restante do dia ouvindo e observando o artista.
Para conhecer mais sobre o Hélio, vá até a Feira do Largo da Ordem e procure pela criatura mais encantadora e interessante: um cabeludo, falador, cientista, poeta e colorido, que estará esperando, com certeza, para contar algumas histórias.
Recentemente, Hélio lançou um livro sobre sua arte: Mínimos. (2º link)
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14 de março de 2012
Aqui jaz um grande poeta...
Essa é a casa de Paulo Leminski, no Cemitério Água Verde. Menos florida, aconchegante e movimentada do que a casa do Pilarzinho.
Não sei.. gostaria de escrever algo bom, bacana e bonito, mas nada me ocorre.
Esse meu silêncio, ao contrário do silêncio do poeta, não é poesia.. é tristeza.
É estranho você ler e venerar tanto a obra de um poeta, e, frente ao túmulo, entender que ele era tão humano quanto qualquer outro. Estranho e bonito.. revelador. Lindo.
Porque a tristeza? Porque ele está abandonado, sozinho.
Egoístas nós, leitores, que lembramos tão pouco do poeta..
Ele, ao contrário, nos deixou uma solidão povoada de palavras, versos e imagens. Poesia.
Obrigada, Leminski.
PS.: Ao meu querido Jeander, obrigada pelas fotos.
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26 de fevereiro de 2012
Paulo Leminski, meu poeta maior, dizia que a poesia é um inutensílio. Faz parte daquelas coisas que não têm um porquê de existir.. existem porque precisamos de coisas inúteis para sobreviver.
Hoje, manhã de domingo, sob um sol escaldante em Curitiba, passeio pela tradicional Feira do Largo da Ordem, onde cultura e artesanato dialogam e apresentam-se ao povo.
Em meio à barracas de bijuterias, chinelos, bolsas, pastéis e livros, me deparo com uma imagem que, por minutos, me fez parar completamente e respirar mais devagar, tentando compreender o que via.
Na minha frente, se apresentando para um público às gargalhadas, um senhor vestido de gala, embora sujo, tocava sua viola verde de plástico, cujas cordas soavam agudas, tristes e melancólicas aos ouvidos.
Imediatamente, me lembrei do que dizia Leminski sobre a poesia.. Esse senhor, tão dedicado e humilde na sua arte, se agarrando à doce ilusão da música que não tocava, me fez entender o quanto precisamos da arte, o tal inutensílio, para seguir em frente, para sobreviver.
Ao me ver ali, completamente tomada pela sua música, ele tocou com mais força, e entoou uma canção a qual eu, ignorante e minúscula diante dele, não compreendi. Olhou fixamente para mim enquanto cantava e tocava, esperando, talvez, que eu colocasse uma moedinha na caixa de sapatos ao seu lado.
Não coloquei. Não tenho nada a oferecer-lhe. Ele, porém, me agraciou e embalou com sua arte, sua linda música. Me cedeu uma parcela de sua tristeza. Me marcou, como se fosse brasa, com aquele olhar repleto de histórias, de um passado desconhecido e um presente insuportável, só possível de viver com a arte.
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24 de novembro de 2011
o cachorro louco, paulo leminski
http://paulopoetaleminski.tumblr.com/
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3 de agosto de 2011
27 de maio de 2011
4 de janeiro de 2011
"Desde verdes anos, tentaram-me o eclipse e a economia dos esquemas. Exímio dos mais hábeis nos manejos de ausências, busquei apoio nos últimos redutos do zero. Foi a época em que eu mais prestigiei o silêncio, o jejum e o não. Você sabe com quem está falando? Cultivei meu ser, fiz-me pouco a pouco, constituí-me. Letras me nutriram desde a infância, mamei nos compêndios e me abeberei das noções das nações. Compulsei índices e consultei episódios. Olho noturno e diurno, palmilhei as letras em estradas: tropecei nas vírgulas, caí no abismo das reticências, jazi nos cárceres dos parênteses, o florete das exclamações me transpassou, enchi de calos a mão fidalga torcendo páginas. Em decifrar enigmas, fui Édipo; em rolar cogitações, Sísifo; em multiplicar folhas pelo ar, Outono. Lanterna à mão, bati a porta dos volumes mendigando-lhes o senso. E na noite escura das bibliotecas iluminava-me o céu a luz dos asteriscos. Matei um a um os bichos da Bíblia."
Leminski.
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